terça-feira, 15 de agosto de 2017

Do Bronze ao Grotesco, o Belo ao meu Redor

A moda e a fotografia, o grotesco e a folia, em um dia que valeu por muitos ! Uma jornada de três exposições badaladas, que começa na Loja Studio de Ivana Izoton, onde encontrei uma super novidade, jóias em bronze ! Eu amei, porque acho incrível o resgate desse metal na joalheria. São peças contemporâneas bem expressivas, e que `a primeira vista parece ouro. Como eu amo braceletes, eles também são os meus preferidos da coleção. Não sei porque, mas me sinto poderosa quando uso um bracelete, acho que tem algo de 'heroína" neste acessório...

 






















Lá também conheci o trabalho de Adriana Candido, que expõe no Studio de Ivana. Adriana tem um estilo urbano, com uma cartela de cor fácil de combinar e tecidos pra lá de práticos. O neoprene dá uma boa estrutura para suas peças entrelaçadas e com recortes, a malha, o movimento e conforto essencial para todas nós. Tenho a impressão, que se colocar uma peça da Adriana, vou repetir várias vezes o look sem medo de ser feliz ! A parceria das duas designers deu super certo e compõe um styling bem alinhado que vale a pena conferir.

Brunella Sgaria, Adriana Candido, Ivana Izoton
e Thama Boldrini.

Raquel Tressman e Janaina Merlo
                         
A gemóloga Karolina Duarte, Celi Fonseca e Célia Vieira











 O valor único
Desprendidas de regras e  mais preocupadas com a realização pessoal e de seus expectadores, estas "criadoras" fazem um retorno `a casa, com o resgate de um modo de vida alheio ao consumismo frenético da "fashion victim" e dos incansáveis "Look do Dia". Aqui o que vale é o relacionamento, a aquisição com apreciação, o valor único da experiência da beleza, que pode ser constante, porque o que amamos permanece em nós. 




A Renovação
Eu penso a moda, como uma forma constante de renovação do entusiasmo com a própria vida, como as estações em um ano.  Assim o maior benefício da moda, é o movimento constante, o desejo de explorar o mundo e suas possibilidades, hoje posso ser romântica e amanhã moderna, porque meu próprio estado de espírito pela decorrência dos acontecimentos da minha vida, criam espaço para vivências diversas, e naturalmente expresso minha identidade pelas minhas escolhas.

Nesse contexto, o trabalho de Paola Trindade nos surpreende, a designer cria do precioso ouro ao robusto granito, jóias que evocam modernidade em formas geométricas e espirais, e delicadeza, em linhas tradicionais e rebuscadas da joalheria romântica. Sempre muito feminina, é pra ficar linda ! Ao lado brinco em ouro da coleção "Trilha" de Paola Trindade.



Paola Trindade, Patricia Adami e Fernanda Malenza

Paola não se contém em explorar somente os metais e pedras comuns, por isso concebeu uma segunda marca, a "Tida", um laboratório de criação para jóias mais inovadoras, com design apurado e materiais inesperados em joalheria. A concepção dessa linha de produtos é em co-criação com sua irmã Fernanda Trindade Malenza. 

 Depois da minha imersão na moda e na joalheria, segui para o Studio Base 40 a convite do fotógrafo Victor de Prá, para a Exposição Fotográfica "Uga-Uga-Há-Há da Lama ao Bloco" de Ratão Diniz e lançamento de seu primeiro livro, o "Em Foto". 






       
 Com os fotógrafos Victor de Prá e Leandro Queiroz,  super parceiros de trabalho na Revista Art & Design.  #reencontro
 `A esquerda Ratão Diniz com Fabio Carvalho.



Ratão Diniz é fotógrafo formado pela Escola de Fotógrafos Populares do Observatório de Favelas, no Rio de Janeiro, projeto fundado pelo também fotógrafo João Roberto Ripper. Depois da formação, integrou a agência Imagens do Povo, também fundada por Ripper.
Morador da Maré, Ratão já contribuiu com diversas publicações e participou de exposições e projetos fotográficos no Brasil e no exterior. 

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Amo essa foto, me conecta com minha infância, de quando passava uns dias na fazenda 
de café do meu padrinho, era só chover, que as crianças corriam para brincar nas 
poças de lama, estar de lama dos pés a cabeça era uma farra só !

 Joana Mazza, curadora da exposição, comenta que foi em Paraty que nasceu a conexão entre a folia e o grotesco, e que este último termo é remetido ao próprio termo da expressão, relacionado a emersão no século XIV de deidades metade gente, metade animal e figuras míticas descobertas em Roma. Para Joana, os personagens do Bloco da Lama, desfilam banhados de lama e imersos numa suposta inconsciência de um percurso cultural carregado de memória histórica.
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“A fotografia é uma ferramenta poderosa para tentar conectar as pessoas aos seus lugares de origem, criar um pertencimento e fazer com que elas se valorizem e digam: ‘não, eu moro aqui e tenho orgulho’" Ratão Diniz

A Missão de Encantar
Estes criadores possuem a feliz missão de compartilhar beleza e harmonia, dar para outro o seu melhor, e nós, que recebemos, podemos tornar a vida mais interessante, com mais experiências, porque todos temos sede de novidade e de se surpreender. A cada nova coleção ou exposição, queremos nos superar, criamos expectativas - "O que vem por aí ?" - e vamos correndo ao encontro do belo. É bom demais conviver com "estilistas",  digo com o verdadeiro significado da palavra, aqueles que se expressam com um estilo próprio e inconfundível. Se expressam sem preconceitos. Do ouro ao neoprene, ou na sensível captura de uma imagem do dia a dia, e a partir daí, temos formas que adornam e imagens que nos cativam pela experiência da vida e da criação. 


Agora é torcer por mais dias como este !


Exposição Uga-Uga-Há-Há – Da Lama ao Bloco
Até 29 de setembro
Horário: por agendamento no tel. 27 3322-5765
Local: Studio Base 40 Av. Maruipe, 40 – Santa Cecília
Vitória – ES – Brasil